Dentes-de-Leão.

Esses dias eu estava pensando… Nunca mais havia visto aquelas flores, que quando você as assopra vários fiapinhos brancos, tramas, saem voando. Não lembrava o nome delas, nem a última vez que as tinha visto, ou assoprado. Coisas que relaciono com a minha infância.
Perguntei a conhecidos, parentes e pessoas mais experientes. E ninguém lembrava o nome do planta. Até que ontem vendo um filme, escutei por um acaso falarem “Dente-de-Leão”, e em seguida apareceram as flores.
Pesquisando um pouco, descobri que essas flores possuem vários nomes diferentes, em cada lugar do país a nomeiam de um jeito. Os dois mais interessantes são “Amor-dos-homens” e “Esperança”. É essa que gostei mais…
Peguei um papel-de-parede para o computador e deixei exposto aqui para lembrar um pouco de como eram. Sei que elas são comuns, mas andando por ai, nunca as vejo.
“O essencial é invisível aos olhos”. Saint-Exupéry.
Quando fui até o quintal da minha casa hoje à tarde, dentre vários pedaços de pedra que lá existem, sobras de uma obra já acabada, me deparei com uma pequena arvore cheia delas. Surpreso, corri para assoprar uma. Chamei quem estava próximo para ver que elas ainda existiam! Estavam lá! Ninguém quis assoprar também. Paciência. Assoprei uma só, e pensei, vou deixar as outras para depois. Pensando bem esses fiapos que voam são sementes que podem fazer outras arvores iguais a essa.
Ledo engano, uma hora mais tarde um vento levou todas embora. A natureza segue seu rumo, mesmo entre entulhos trabalha para continuar sua obra. E hei de vê-las por ai novamente.