Piaf - Juno.

A semana acabou e eu agora já consigo raciocinar melhor.

Qual é a graça do filme Juno? Juro que assisti com a melhor das intenções, esperando algo que fosse real merecedor do Oscar pelo melhor roteiro da Diablo Cody. E quando assisti fiquei esperando alguma coisa muito surpreendente, mas é só uma historia, só isso. Nada de excepcional. Se a idéia for só essa, contar uma historia, então tudo bem. O que pega é o fato do filme ter ganhado o Oscar de melhor roteiro. Se for assim, a Malhação deveria ganhar o troféu Imprensa todo ano. A atriz é boa, mas Juno é um conto adolescente corriqueiro, elevado a drama quando a mãe (que não pode ser mãe) resolve adotar uma criança. São problemas humanos já resolvidos, não há o que debater. Vão discutir a situação política do Tibet que é melhor! A única coisa que eu sei, foi atraente no filme, é o fato de que Juno é uma pseudo-indie, descolada. Encher a caixa de correio do namoradinho com Tic-Tac de laranja também deve ser agora a cena mais romântica do cinema para crianças de 14 anos.

O Oscar foi mês passado, retrasado, não sei… O que salvou a cerimônia, ameaçada pela greve dos roteiristas (sic), foi o premio dado à atriz francesa Marion Cotillard. Essa sim, conseguiu extrair o que pode da personagem, fazendo do filme uma ode ao talento de Piaf. Aliás, como ela conseguiu interpretar tão bem, sendo que ela é tão alta? A Piaf era singela… Como um pássaro…

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